Telêmaco Borba  
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Telêmaco Borba

Indústrias Klabin de Papel e Celulose

A Klabin é a maior produtora, exportadora e recicladora de papéis do Brasil. Líder nos mercados de papéis e cartões para embalagens, embalagens de papelão ondulado e sacos industriais, também produz e comercializa madeira em toras.

Fundada em 1899, possui atualmente 17 unidades industriais no Brasil - distribuídas por oito estados - e uma na Argentina.

Organizada em quatro unidades de negócios – Florestal, Papéis, Embalagens de Papelão Ondulado e Sacos Industriais –, encerrou o ano de 2007 com lucro líquido de R$ 621 milhões, 31% superior ao de 2006.

Histórico Klabin

Em 1889, Maurício Freeman Klabin chega ao Brasil. Em 1890 ocorreu a criação da empresa M.F.Klabin e Irmão, tipografia (Empreza Graphica Klabin) e casa importadora de artigos para escritório, em São Paulo, por Maurício Klabin. A fundação da Klabin Irmãos e Cia.(KIC), composta por Maurício Klabin, seus irmãos Salomão Klabin e Hessel Klabin e o primo Miguel Lafer se deu no ano de 1899. A empresa importa produtos de papelaria e produz artigos para escritório, comércio, repartições públicas e bancos.

Em 1902 a família Klabin-Lafer entrou no setor de produção de papel, com o arrendamento da Fábrica de Papel Paulista de Vila do Salto de Itu. No ano de 1903 foi feito o primeiro anúncio da KIC. 1907 marcou o fim do contrato de arrendamento e início dos projetos de construção de uma fábrica própria. Em 3 de junho de 1909 foi constituida a Companhia Fabricadora de Papel (CFP) pela KIC e outros acionistas.

Início da produção da CFP se deu em 1914, fábrica construída no Bairro de Santana, na cidade de São Paulo (SP). Em 1918 foi feita a transferência da tipografia Empreza Graphica Klabin da Rua Brigadeiro Tobias para a área ao lado da CFP. Filiais da KIC ficaram conhecidas, posteriormente, como Ponte Grande Klabin (PGK), responsáveis pela fabricação de bilhetes de trem, baralhos e papel couché.

Em 1920 foi feita a instalação do escritório da KIC no Rio de Janeiro, então Capital Federal, com Wolff Klabin à frente dos negócios. Em 1923 Maurício Klabin veio a falecer. Em 1924
CFP destacou-se como uma das três maiores fábricas do setor papeleiro no Brasil. Um ano mais tarde, em 1925, os herdeiros de Maurício Klabin retiram-se da sociedade. Em 1928 foi feita a divisão do capital social entre os sócios-gerentes Hessel Klabin, Salomão Klabin, Wolff Klabin e o filho de Miguel Lafer, Horácio Lafer, como seu herdeiro. Já em 1929 ocorreu a constituição da Sociedade Anônima Jardim Europa (SAJE), como filial da Klabin. Assim se deu a entrada da segunda geração da família Klabin-Lafer na sociedade.

Em 1931 ocorreu o arrendamento da Manufatura Nacional de Porcelanas S/A (MNP), pela KIC. Em 1934 foi adquirida a Fazenda Monte Alegre no município de Tibagi (PR), para a construção da primeira fábrica integrada do Grupo e do país, denominada Indústrias Klabin do Paraná (IKP). Em 1936 Visconde de Moraes compra a MNP, que passa a ser filial da KIC.

Em 9 de julho de 1941 foi feita a alteração da razão social da IKP para Indústrias Klabin do Paraná de Celulose S/A (IKPC). Em 1943 ocorreu a associação da KIC à Empresa de Caolim Ltda, como controladora majoritária das ações. Ainda neste ano se iniciaram os trabalhos de reflorestamento na Fazenda Monte Alegre, com plantação de araucárias. Em 44 deu-se inicio a construção da barragem de Harmonia para a Usina Hidrelétrica Mauá. Em 1945, a estrutura societária foi reformulada com a entrada de Ema Gordon Klabin - representante dos herdeiros de Hessel Klabin - e de Samuel Klabin, representando os herdeiros de Salomão Klabin. Ambos passaram a compor, formalmente, o quadro de quotistas de Klabin Irmãos & Companhia - KIC, como sócio-gerentes, após o falecimento de seus pais. KIC é dirigida pelos sócios gerentes Horácio Lafer, Samuel Klabin, Ema G. Klabin e Wolff Klabin, a segunda geração, até finais da década de 1950. O iInício das operações da unidade fabril de Monte Alegre ocorreu em 1946. Então, pela primeira vez na história da indústria nacional que uma parcela da demanda de mercado interno de papel imprensa é suprida por indústria brasileira.

Em 1951 se deu a constituição da Rilsan Brasileira S/A, como empresa coligada da KIC em sociedade com a Nitroquímica Brasileira S/A e indústria Votorantim para a produção de fios sintéticos. O ano de 1952 foi marcado pelo início da produção de papelão ondulado na PGK. Em 26 de janeiro de 1953 foi feita a inauguração da Usina Hidrelétrica Mauá (PR), com presença de Getúlio Vargas, então presidente da República. Em 55 foi feita a aquisição da Companhia Universal de Fósforos, no Rio de Janeiro (RJ) pela KIC. Suas instalações foram transferidas para o bairro Ibirapuera, em São Paulo (SP), como subsidiária da KIC. Neste mesmo ano, a Unidade Del Castilho (RJ), setor de papelão ondulado, foi constituida. As obras de construção do bonde aéreo em Monte Alegre (PR) começarm em 1958 e sua inauguração ocorreu em 11 de novembro de 1959. Na época, o bonde elétrico era considerado o mais rápido e de maior extensão de vão livre do mundo.

Em 1960 aconteceu a venda da Companhia Universal de fósforos para a Fiat Lux do Brasil e saída deste setor. A administração de Klabin Irmãos & Companhia - KIC sofreu mudanças com a criação do Conselho Consultivo, composto por Abrahão Jacob Lafer, Armando Klabin; Daniel Miguel Klabin, Ema Gordon Klabin, Esther Klabin Landau, Graziela Lafer Galvão, Horácio Klabin, Israel Klabin, Jacob Klabin Lafer, Lilia Levine Martins Xavier, Miguel Lafer, Sylvia Lafer Piva e Vera Lafer. O Grupo Klabin iniciou a profissionalização administrativa em suas empresas com a criação de uma diretoria composta por executivos, responsável pela direção da Papel e Celulose Catarinense - PCC. A nova empresa foi constituída como controlada de Klabin Irmãos & Companhia - KIC, em sociedade com o Grupo Monteiro Aranha e duas organizações estrangeiras: a Adela Investiment Co. SA e a International Finance Corporation – IFC - financeira do Banco Mundial. O contrato firmado exigiu a criação de um Conselho de Administração, o primeiro instalado em uma empresa do Grupo Klabin. Já em 61 foi contituida a Papel e Celulose Catarinense Ltda – PCC. Chamado de "Projeto II" , previa a criação de uma moderna fábrica de papel kraft e celulose de fibra longa, na cidade de Lages (SC), com uso da reserva florestal da região. Ocorreu também a constituição da Unidade Vila Anastácio (SP) como filial da KIC e ampliação do setor de papelão ondulado. A produção dessa Unidade alcançou níveis de produção considerados dos maiores da América Latina da época. O ano de 1963 ficou marcado por um incêndio nas reservas florestais (pinheiros e eucaliptos) da IKPC. A Unidade Santa Luzia (MG), entrou em operação para a produção de azulejos em junho 1965. Em 1967, foram compradas a Cia. Manufatura de Papel Embalagens (Cimape) na cidade de Piracicaba (SP) e sua filiação à KIC. Também, foi constituida a Papelão do Nordeste S.A. (PONSA), com auxílio financeiro do Fundo de Investimentos do Nordeste (FINOR). Ainda no ano de 1967 foi dado início a construção da Papel e Celulose Catarinense Ltda que começou a operar em 1969 produzindo celulose e papel kraft natural. A unidade foi pioneira no país no branqueamento de celulose pelo processo dióxido de cloro. No mesmo ano se deu início a construção da PONSA, na cidade de Goiana (PE), que produzia papelão a partir do bagaço de cana.

Em 1970 a associação da KIC com a Hoescht para a produção de fios sintéticos da marca “Trevira”, por meio da Companhia Brasileira de Sintéticos (CBS). Em 20 de março de 1973 foi dado início a produção da PONSA. Ainda em 73 ocorreu a constituição da Celucat Artes Gráficas S.A. , subsidiária integral da Papel e Celulose Catarinense Ltda, com auxílio do Fundo de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina. Na cidade de Lages (SC), a fábrica tem o objetivo de produzir sacos e envelopes. Em janeiro de 1974 ocorreu o arrendamento de unidade na cidade de Porto Alegre (RS), para a conversão de papelão ondulado. No mesmo ano a ONIBLA S.A. Indústria e Comércio de Papel foi adquirida pela CFP. Em 1975 ocorreu a implantação da CFP Mogi das Cruzes (SP), como filial da CFP para a produção de descartáveis. Em dezembro de 78 ocorreu um agrupamento por atividades afins das empresas subsidiárias, filiais e setores de produção e constituições: Klabin Espírito Santo Rural S.A. e Klabin Boa Vista Rural S.A., como subsidiárias da KIC. Klabin Campo Mourão Agro-florestal S.A., Klabin do Paraná Agro-florestal (KPAF) e Madeireira Klabin do Paraná S.A., como subsidiárias integrais de Indústrias Klabin do Paraná de Celulose SA (IKPC). Klabin Cerâmica S.A. – KC, como subsidiária integral de KIC, que incorporou as Unidades Santa Luzia (MG) e a MNP (RJ). Klabin Administração e Serviços S.A. (KASSA) como subsidiária da KIC e Klabin do Paraná Administração e Serviços S.A., como subsidiária de IKPC. Klabin Embalagens S.A. (KESA), como subsidiária integral da KIC, e recebeu os estabelecimentos industriais das Unidades Del Castilho (RJ), Vila Anastácio (SP), Piracicaba (SP) e Porto Alegre (RS). Klabin Papéis S.A. (KPSA), como subsidiária integral da KIC, através de transferência das antigas instalações da PGK, para a produção de papel couché e guardanapos. Agro Florestal Celucat S.A., como subsidiária integral da KIC. Em 16 de junho de 1979 foi iníciada a produção de Papéis na Unidade Mogi das Cruzes (SP). Já no segundo semestre foi feita a tomada de controle acionário das empresas PCC e KESA pela IKPC. Em 21 de novembro do mesmo ano ocorreu a constituição da Klabin Mineração S.A . (PR). Com a criação de nova lei de Sociedades Anônimas, em 1979, foi estabelecido o Conselho de Administração, constituído pelos acionistas da empresa, conforme determinava a lei. O Conselho de Administração permitiu que o processo de profissionalização fosse encaminhado de forma nítida e racional. As várias Diretorias das empresas, eleitas pelo Conselho, passaram a ser conduzidas por profissionais. Nesse novo contexto, os estatutos das empresas do Grupo Klabin foram sendo, progressivamente alterados. A Klabin Irmãos & Companhia - KIC, constituída como Sociedade em Nome Coletivo, passou a ter administração totalmente independente, integrando a representação de todos seus sócios-gerentes. Neste mesmo contexto, foi efetuada a criação de um Conselho Administrativo nas Indústrias Klabin do Paraná de Celulose SA - IKPC, que teve seu capital aberto, iniciando negociações na Bolsa de Valores em São Paulo. Os próprios sócios-gerentes de KIC e seus assessores conduziram a profissionalização das empresas, recorrendo a especialistas e participando ativamente de todo o processo.

Em 1980 foi inauguradaa Unidade Piracicaba (SP). Em 1981 PONSA passa a ser controlada por KESA. Em 1982 houve uma alteração acionária: CFP torna-se subsidiária integral da KIC. No mesmo ano ocorreu a aquisição da Rio Grande Companhia de Celulose do Sul (Riocell), na cidade de Guaíba (RS). Em 1983 IKPC torna-se controladora da KPSA, CFP (CFP Mogi das Cruzes) e incorpora a KESA e ainda ocorreu a constituição de divisões operacionais de IKPC: Divisão Embalagens de Klabin do Paraná, resultado da incorporação da KESA (Unidades Vila Anastácio (SP), Del Castilho (RJ), São Leopoldo (RS) e Piracicaba (SP).) Papel: fábrica de Monte Alegre (PR). Constituição da Riocell Mineradora e Industrial Ltda., como subsidiária da Riocell S.A. Em 1984 da-se início as atividades fitoterápicas na IKPC e é criado o Parque Ecológico Samuel Klabin, em Monte Alegre (PR). Em abril de 1985 foi feita a alteração da denominação IKPC (Indústrias Klabin do Paraná de Celulose S.A.) para Indústrias Klabin de Papel e Celulose S.A. e a alteração da denominação Divisão de Papel para Divisão Klabin do Paraná. Alteração da razão social da CFP para Klabin Fabricadora de Papéis S.A. ocorreu em 1986. No mesmo ano a Bates do Brasil Papel e Celulose S.A. foi adquirida pela Papel e Celulose Catarinense Ltda. Em fevereiro de 1987 ocorreu a incorporação integral da subsidiária Companhia Papeleira do Sul (CPS) pela Riocell e, também, muitos investimentos na expansão da base florestal da Riocell e na instalação de novos equipamentos para a produção de celulose branqueada. Em 1989 foi criado o Centro de Documentação e Memória da Klabin. Em agosto de 89 foi contituida a Klabin Fabricadora de Papel e Celulose S.A. (KFPC) para administrar as atividades fabris do Grupo. IKPC torna-se uma holding. Neste mesmo ano se iniciaram os trabalhos de educação ambiental. Na sequaência se deu a constituição da Norcell S.A., uma associação entre a COPENE e a Riocell S.A.

Em 1990 o projeto de implantação da Norcell S.A. foi concluído. Também, foi feita a compra da Companhia de Papéis (COPA) pela KFPC, formada por fábricas em Cruzeiro (SP) e Mendes (RJ), com produção de papéis descartáveis. Assim, o grupo Klabin passa a ser o maior produtor nacional de papéis sanitários do Brasil. Em 92 foi realizada joint-venture para constituição da Bacell Ltda., com KFPC e Lenzing Aktiengesellschaft como acionistas, para a produção de celulose solúvel de alta qualidade para a indústria têxtil. No mesmo ano se deu a desativação da Unidade Vila Anastácio. Ainda em 92 ocorreu a transferência de funcionários e maquinário da Unidade Vila Anastácio para a recém construída Unidade Jundiaí. A incorporação da COPA pela KFPC, foi aprovada como filial. Então se deu a formação da Divisão COPA Fabricadora, com incorporação das Unidades Mogi das Cruzes (SP) e São Paulo (SP) e a incorporação da PONSAPAR Participações pela PONSA. Em 1993 a Papel e Celulose Catarinense Ltda entrou no setor de papéis descartáveis com inauguração da fábrica de papel tissue. Ainda em 1993 se deu a transformação em S.A. da Bacel Ltda com a associação da International Finance Corporation. Em 1994 a Bacell recebeu apoio finaceiro do Sistema BNDES e do Deutsche Investitions-und Entwicklungsgesellchaft GmbH. Em 1995 ocorreu a instalação de setor de fábrica de papéis sanitários em Recife (PE), em uma unidade fabril desativada da Bates. Em 96 se deu a reorganização de terminologias de setores produtivos: o termo “divisão” é substituído por “unidade de negócio”. A KFPC fica responsável pela Unidade de Negócio Paraná (Unidade fabril de Telêmaco Borba, PR) e pela Unidade de Negócio Papelão Ondulado (Unidades Betim (MG), Jundiaí e Piracicaba (SP), São Leopoldo (RS), Del Castilho (RJ)). Ocorreu, ainda em 95, a cisão parcial da KFPC, com transferência do setor de papéis sanitários (Divisão COPA Fabricadora) para a Papel e Celulose Catarinense Ltda e, também, a alteração da razão social da Papel e Celulose Catarinense Ltda para Celucat S.A.. Fica responsável pela Unidade de Negócio Papéis Sanitários (Unidades Correia Pinto (SC), São Paulo, Mogi das Cruzes e Cruzeiro (SP), Recife (PE), Mendes (RJ)) e pela Unidade de Negócio Kraft (Unidades de Correia Pinto e Lages (SC), Contagem (MG)). Em 1997 foi formada uma joint-venture entre a IKPC e a Kimberly-Clark, através das subsidiárias Kimberly-Clark Worldwide Inc. e Celucat S.A., controladas pela empresa Celulosa Argentina S.A.. A nova empresa é denominada KCK Tissue S.A.. Em Julho foi desativada a Unidade Santana e em dezembro foi dado início da produção da KCK Tissue S.A.. e a constituição da Klabin Tissue S.A.., como subsidiária de IKPC. Direitos, obrigações e bens da Unidade de Negócio Papéis Sanitários foram transferidos para a Klabin Tissue S.A. e as Unidades de Negócio Embalagens e Descartáveis foram separadas. A Unidade Piracicaba (SP) foi expandida em 1998. Em 1999 a Klabin Tissue S.A passa a se chamar Klabin Kimberly. Em 31 de janeiro de 99 a KFPC foi incorporada pela Celucat S.A., e passagem dos estabelecimentos de KFPC à condição de filiais, formando a Unidade de Negócio Embalagens. Ainda em 99 ocorreu a aquisição da Bacraft e Lalekla pela Klabin Kimberly, inauguração da máquina de reciclagem de embalagem Tetra Pak, na Unidade Piracicaba (SP), Joint-venture com a Boise Cascade para a produção e comercialização de produtos de madeira.

Em fevereiro de 2000 ocorreu uma joint-venture entre Klabin e Norske Skog, para a produção de papel imprensa na Unidade Monte Alegre (PR). Em abril do mesmo ano foi dado início as operações da Norske Skog Klabin. Em outubro foi adquirida a Igaras Papéis e Embalagens S.A., por meio da subsidiária Klabin Argentina S.A.. Em setembro de 2001 o Monumento a Carlos Gomes na Praça Ramos de Azevedo em São Paulo foi restaurado. Em 2002 foi dáda ênfase no desenvolvimento de produtos que agregam valor aos negócios dos clientes. Neste mesmo ano se iniciou a exportação de papelcartão Carrier Board para o mercado norte-americano e novos clientes na Europa, Estados Unidos e China foram conquistados com exportação de celulose solúvel. Em abril de 2003 a: Klabin S.A. deixa de produzir papel imprensa e sai do setor. Em 20 de agosto ocorreu a venda da participação acionária de 81,711% do capital total da Klabin Bacell S.A.. Foi, então, anunciada a venda da participação de 50% nas sociedades Klabin Kimberly S.A. (Brasil) e KCK Tissue S.A.. (Argentina) para a Kimberly-Clark Tissue do Brasil Ltda e Kimberly Clark Argentina S.A.. Ainda em 2003 a Klabin saiu do setor de descartáveis e ocorreu a desmobilização de ativos da Riocell. Em 2004 a Klabin passa a integrar o Chicago Climate Exchang (CCX), e torna-se a primeira empresa brasileira a participar da bolsa de créditos de carbono. Em 26 de abril atingiu-se recorde nas exportações, comparado ao primeiro trimestre de cada ano. Em maio foi criado o Projeto Monte Alegre 675 para elevar a capacidade da produção da Unidade Monte Alegre (PR).
01 de junho: lançamento de cartão Klakold para embalagem de frigorificados.
09 de agosto: lançamento do Programa Caiubi de Educação Ambiental.
10 de novembro: saída do setor de envelopes.
Dezembro: anúncio do investimento na expansão da Unidade de Monte Alegre (PR).
Em 2005 as florestas da Klabin em Santa Catarina ganham o selo Forest Stewardship Council (FSC), considerada a mais respeitada entidade do mundo em sustentabilidade. Com o selo, a Klabin passa a ter quase 100% de suas florestas certificadas. A Klabin conquista, então, a certificação FSC para a cadeia de custódia de papelcartão e kraftliner na unidade do Paraná tornando-se a a única empresa do mundo a receber tal selo. Ocorre, na sequencia, o lançamento do Programa Klabin Jovem de Futuro nas unidades de Feira de Santana, Goiana, Itajaí, Jundiaí, Lages, Piracicaba, Ponte Nova, São Leopoldo e Telêmaco Borba.
A Klabin conquista 29 prêmios ao longo do ano em várias áreas com destaque para: Prêmio Eco: o caso “Unidade Monte Alegre” foi premiado na categoria Gestão Empresarial para a Sustentabilidade. O Prêmio Eco é uma realização da Câmara Americana de Comércio (AMCHAM).
Prêmio CNI: o Projeto Plasma, desenvolvido pela Klabin em parceria com Tetra Pak, Alcoa e TSL Ambiental, foi o vencedor na categoria Desenvolvimento Sustentável, modalidade Produção Mais Limpa no âmbito estadual e nacional. O prêmio é uma iniciativa da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e da Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP).
Prêmio USP de Comunicação Corporativa: vencedora na categoria Campanha com o caso “A Comunicação Integrada Como Alicerce para a Construção da Marca”. O prêmio é uma realização da ECA- Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
Ainda neste ano a Klabin, Tetra Pak, Alcoa e TSL Ambiental inauguram, em Piracicaba no interior de São Paulo, a primeira planta do mundo do projeto Plasma para a reciclagem de embalagens longa vida.
Em 2006 a Klabin conquistou o selo FSC para a produção de papéis e sacos industriais na unidade de Angatuba, no estado de São Paulo. Em março: XV Troféu Embanews, a Klabin vence em duas categorias: Projeto Plasma de reciclagem de embalagens longa vida, e o papelcartão da Klabin na categoria máquinas, equipamento e sistemas. Em maio: V Prêmio Qualidade Exportação, organizado pela revista Madeira, o prêmio que é considerado um dos mais importantes dos setores madeireiros, moveleiro e papel e celulose, é um reconhecimento as maiores empresas exportadoras do país. Ainda em 2006 a Klabin conquista o selo FSC nas produções de papel cartão e kraftliner nas Unidades de Angatuba (SP), sacos industriais em Lages (SC), e sacraft e kraftliner (papéis para embalagem) em Correia Pinto e Otacílio Costa (SC). A Klabin foi eleita pela revista Exame, na edição “Maiores e Melhores” como a empresa do setor de papel e celulose no ranking de 2006. Ainda conquistou o certificado FSC para embalagem de papelcartão. Primeira embalagem brasileira a conquistar o selo, sendo uma parceria entre a Klabin, a gráfica Box Print e a Natura. A conquista desse selo representa toda a cadeia de produção da embalagem, a certificação também garante a rastreabilidade das matérias primas em toda a cadeia produtiva. Ocorreu então a recertificação do Sistema Integrado de Gestão (SIG) que compreende a ISO9001, ISSO 14.001 e OHSAS 18.001 nas Unidades de Otacílio Costa e Correia Pinto (SC). Em agosto e setembro foi lançado o Programa Jovem de Futuro nas Unidades de Betim (MG), Angatuba (SP) e Guapimirim (RJ). Em setembro, outubro e novembro novas Unidades envolveram-se no Programa Klabin Jovem de Futuro: Goiana (PE), Feira de Santana (BA), Piracicaba e Jundiaí (SP), Ponta Grossa (MG), Correia Pinto, Itajaí, Lages e Otacílio Costa (SC), São Leopoldo (RS) e Telêmaco Borba (PR). Em dezembro foi feita a unificação dos escritórios corporativos da Klabin, Rocio e Formosa para a nova sede do Edifício Faria Lima Square. Em 2007 aKlabin conquistou o selo FSC para a produção de papéis reciclados e embalagens de papelão ondulado nas unidades de Jundiaí Distrito Industrial, Jundiaí Tijuco Preto, Piracicaba (SP), Itajaí (SC), Ponte Nova, Betim (MG), Feira de Santana (BA), Goiana (PE), Guapimirim (RJ). Em fevereiro deu-se início das obras do Centro de Capacitação para adolescentes em Feira de Santana (BA). A Klabin contribuiu com a doação do terreno. Em 19 de Abril a Klabin comemorou 108 anos de muita história e tradição. Então, foi lançado um novo produto: o palete de papelão ondulado, mais resistente e mais leve. O Programa Caiubi de Educação Ambiental foi lançado em Santa Catarina. E ainda, a Klabin conquistou o selo FSC nas categorias Papel Reciclado pelas Unidades de Guapimirim e Piracicaba e Papelão Ondulado pelas Unidades de Jundiaí(TP/DI), Piracicaba e Itajaí.



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