As primeiras referências históricas
desta região são do final dos anos 1700,
quando José Félix da Silva e Antônio
Machado Ribeiro ocuparam grandes extensões
de terras, a maioria cortada pelo RioTibagi.
O Presidente Getúlio Vargas, em 1941, geria
um estado muito dependente de importações.
Enquanto a II Guerra Mundial acontecia, a compra de
produtos estrangeiros estava se tornando escassa e
cara. Então, nascia a necessidade de ser auto-suficiente
na fabricação interna de vários
produtos, dentre eles, o papel.
A fabricação de papel ficou ao encargo
de industriais que instituiriam as Indústrias
Klabin do Paraná Papel e Celulose S/A. O risco
de implantação era grande visto que
o projeto de construção era para o sertão
do Paraná, onde não haviam casas, e
nenhum quilômetro de estradas de rodagem, entretanto,
havia uma vantagem, a existência de grande volume
de matéria-prima para a fabricação
de papel.
O primeiro núcleo operacional, com a função
de criar a infra-estrutura da fábrica de papel,
fixou local na região central da Fazenda Monte
Alegre e recebeu a denominação de Lagoa.
As primeiras atividades realizadas foram obras macadamizadas,
que possibilitaram, entre outros objetivos, a construção
de uma usina hidrelétrica que forneceria energia
às vilas e à fábrica. Essa hidrelétrica
recebeu o nome de "Mauá". Além
da construção da usina houve a necessidade
também da construção de um aeroporto,
com pista de 950m, na época um dos maiores
do Paraná, contava com um serviço aéreo
regular entre São Paulo, Monte Alegre, Curitiba
e vice-versa, pelos serviços aéreos
Cruzeiro do Sul.
A construção da unidade de fabricação
de papel situava-se a 13 km da Lagoa, as margens do
Rio Tibagi e Harmonia. Logo em seguida foi construída
uma barragem no rio Harmonia com capacidade de 5.000.000
m³ de água limpa, garantindo o abastecimento
de água na indústria.
Como conseqüência de todo este empreendimento,
houve uma verdadeira expedição ao interior
do Paraná.
Em 1947, chegou a Monte Alegre como diretor administrativo
das IKPC, Horácio Klabin, que determinou a
alteração do mapa do Estado do Paraná,
na região Sul do Brasil, construindo uma nova
cidade, pois já existiam vários núcleos
habitacionais na fazenda de Monte Alegre e para a
Indústria era muito oneroso manter todo este
pessoal dentro da fazenda que também já
não atendia a demanda por mais habitações.
Observou-se ainda, que começaram surgir moradias
clandestinas do outro lado do rio. Iniciou-se então,
do lado oposto à fábrica com relação
ao rio Tibagi o loteamento de 300 alqueires de terra,
esse loteamento chamou-se "Mandaçaia"
e mais tarde foi batizado com "Cidade Nova".
Foi obra também de Horácio Klabin a
construção do Bonde Aéreo que
daria meio de transporte fácil e barato aqueles
que trabalhavam na fábrica.
Entre os anos de 1960 até 1964, ocorreram
discussões a favor da emancipação
da Cidade Nova de seu município de origem,
Tibagi. Mas, somente em 21 de março de 1964
o procedimento foi sancionado pelo então governador
Ney Aminthas de Barros Braga. Eessa lei deu origem
então ao município de Telêmaco
Borba, tendo como prefeito Péricles Pacheco
da Silva.
A denominação Telêmaco
Borba é uma homenagem feita ao coronel Telêmaco
Enéias Augusto Moracines Borba, que atuou como
desbravador, colonizador, colecionador e escritor
na região do Vale do Tibagi.